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Casa de Criadores, 05 de Julho 

Ana Laura Seren | @alauraseren

10 JUL 2019 - 14H14

Notequal:

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Fábio Costa, o estilista da Not Equal, quis falar sobre energias. Para isso, buscou inspiração em dois tipos delas: a dos parangolés e a do Butoh, uma dança japonesa. O que elas têm em comum? Que a energia é gerada sempre a partir de um movimento. Nesta coleção, ele quis que o movimento fosse perceptível mesmo quando estático. Para dar essa impressão, usou moulage e uma alfaiataria retilínea, mas desconstruída.

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Os vestidos-coluna ganham aplicações de dobraduras enquanto as blusas possuem drapeados. Os tecidos puídos, como malhas que são desgastadas até virarem redes finas, e o tressê de fitas que cria uma estampa geométrica contam também sobre essa ação do tempo nas peças e na vida. As estampas foram feitas em colaboração com o artista Luciano Ferreira, especialista em colagens, depois foram escaneadas e aplicadas em vestidos assimétricos e camisões masculinos.

Re-roupa:

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Essa edição da Casa de Criadores foi marcada pela popularização do upcycling. Muitas das marcas estreantes levaram essa preocupação pelo meio ambiente e pelos desperdícios praticados pela indústria à passarela, ressignificando e customizando tecidos antigos e peças de brechó. É o caso da Re Roupa, que fez sua estreia com uma coleção que homenageia essa possibilidade dos trabalhos manuais. 

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“Nós já tínhamos sido convidados para vários desfiles, mas pela primeira vez decidimos aceitar”, conta Gabriela Mazepa no backstage. Ela orquestrou a coleção unindo o trabalho feito nos laboratórios e oficinas que dá vida a fins de rolos de tecido e peças garimpadas. Recorta, recria e recostura moletons de patchwork, blusas transparentes, camisas assimétricas, calças larguinhas.

O desfile começa com peças mais românticas e depois fica mais urbano, com referências do streetwear.

Diego Fávaro:

 

A coleção de Diego conta a história da Data Limite de Chico Xavier, uma previsão sobre o aniversário de 50 anos em que o homem pisou na lua. A humanidade havia, portanto, cinquenta anos para não se envolver em uma guerra nuclear e, passando essa data, coisas extraordinárias começariam a acontecer.

 

O desfile brinca com texturas para contar uma história sobre o bruto da guerra e a leveza da cura. Os tecidos pesados e rígidos são combinados a texturas que acalentam. O brim que parece couro e a sarja com forro de moletinho exemplificam como essa dualidade, muitas vezes, trabalha juntas. Primeiro bate, depois acalma.

Rocio Canvas:

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Quem conhece a marca sabe do histórico minimalista, alongado e fluído de suas peças e, nessa coleção Rócio Canvas utiliza pontos de cores.

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O desfile começa com os looks monocromáticos, com novas técnicas de alfaiataria e moulage, experimentando com lenços que se tornam saias, cintos e tops. O tricô aparece em blusinhas transparentes e a única estampa da coleção é localizada em um vestido e em um top.

Boldstrap:

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A Boldstrap estreia nessa edição com uma critica ao governo homofóbico, machista e racista atual. O objetivo é mostrar que todo mundo deve se amar, se aceitar e se orgulhar de quem é e de quem escolheu amar.

 

Todos os corpos apareceram na passarela com as jockstraps de luxo que fizeram o sucesso da marca de Pedro Andrade: gordos, magros, baixos, altos, ursos, pocs, velhos, novos, com cicatrizes, acne, estrias. Pela primeira vez, a marca se arrisca em streetwear sensual para eles, com shortinhos, croppeds, bermudas de tela e calças de vinil.

Rober Dognani:

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Nesta temporada, o estilista Rober Dognani resolveu prestar homenagem a Nossa Senhora de Aparecida, de quem é devoto desde criança, já que, ao ter um problema de visão curado por uma promessa feita por sua mãe, ele vai anualmente à Catedral de Aparecida agradecer.

 

em 2018, ao ter um problema de saúde na família, dessa vez com seu pai, foi novamente a cidade agradecer e rezar e acabou por decidir criar essas roupas-homenagem. “Esse desfile é sobre minha fé, mas pode ser sobre a sua fé ou a de qualquer pessoa”, conta. “Eu já falei sobre boates, estilistas, alta-costura… mas, para mim, o maior luxo de todos é ter fé”, diz o designer.

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