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Fashion++, a ferramenta de inteligência artificial do Facebook

Ana Laura Seren | @alauraseren

30 SET 2019 - 17H17

O novo sistema de inteligência artificial Fashion++ foi desenvolvido por pesquisadores do Facebook, com o objetivo de oferecer conselhos de moda para o usuário, sugerir ajustes e mudanças nas roupas, através da verificação de seu inventário de dados 'modernos', incluindo imagens e opinião humana.

Como a tecnologia ainda caminha a passos lentos em campos subjetivos como a moda, o aplicativo ainda conta com a ajuda de humanos para avaliar suas sugestões.

A ideia é que essa ferramenta seja, no futuro, utilizada por assistentes digitais para fornecer conselhos pessoais de estilo ou compras.

Esta estrutura ilustra como o algoritmo analisa a textura dos itens (seção marrom, na parte superior) e a forma dos itens (azul claro, na parte inferior). Depois que o técnico entende o que está na imagem, ele o compara às imagens que foram consideradas “elegantes” no passado.

Em seguida, compartilha uma recomendação de como tornar a imagem de entrada mais parecida com as da moda. Neste exemplo, o sistema sugeriu uma camisa diferente e usada por dentro do shorts.

Segundo a Vogue Busines, os pesquisadores usaram mais de 10.000 imagens de streetstyle (enviadas pelo usuário do site Chictopia) para ensinar ao algoritmo o que constitui um “bom” estilo.

Assim, o software é capaz de identificar detalhes, incluindo silhueta, textura, forma, cor e padrão. Seu sistema é baseado em uma “escala fashionista”. Desse modo, quando um usuário envia uma foto pessoal, o Fashion ++ propõe alterações que aumentariam sua pontuação.

Essas sugestões são mostradas usando renderizações digitais extraídas do inventário de imagens de roupas do Facebook. Para apoiar as recomendações do software, cerca de 300 funcionários da Amazon Mechanical Turk classificaram seus conselhos.

Os pesquisadores dizem que os avaliadores não apenas concordaram com as recomendações do Fashion ++, mas também os acharam úteis e práticas.

                                                 

Devi Parikh, professor associado do Instituto de Tecnologia da Geórgia e pesquisador da FAIR, explica que, apesar da moda ser algo subjetivo, as máquinas podem trazer sementes de inspiração. “Geralmente, a criatividade é algo que consideramos algo inato aos humanos – é isso que nos torna inteligentes -, portanto, é um desafio técnico pensar em como podemos fazer com que as máquinas pensem da mesma maneira”, diz Parikh.

Apesar de ainda tratar-se de uma pesquisa meramente acadêmica (o Facebook ainda não tem data para implementar o Fashion++), a tecnologia será apresentada Conferência Internacional sobre Visão Computacional agora em outubro.

 

Será que a ideia vai pegar?